einstein (São Paulo). 01/mar/2010;8(1):24-8.

Avaliação da dor na histeroscopia diagnóstica ambulatorial com gás

Daniela Barreto Fraguglia Quental Diniz, Daniella de Batista Depes, Ana Maria Gomes dos Santos, Simone Denise David, Salete Yatabe, Reginaldo Guedes Coelho Lopes

DOI: 10.1590/s1679-45082010ao1342

RESUMO
Objetivo:
Avaliar a intensidade da dor referida pelas pacientes submetidas à histeroscopia diagnóstica ambulatorial.
Métodos:
Exame realizado com ótica de 5 mm, espéculo, pinçamento do colo com Pozzi e distensão da cavidade uterina com dióxido de carbono. Antes e depois do exame, as pacientes foram entrevistadas para definir, em uma escala verbal de 0 a 10, valores para expectativa de dor e dor experimentada após seu término, e também se elas repetiriam o exame se houvesse indicação. Os dados foram analisados no Statistical Package for the Social Sciences 15.0, com significância estatística definida como p < 0,05 e poder do teste de 95%.
Resultados:
Foram incluídas 58 pacientes, com média de idade de 50,9 anos, sendo 32,8% na pós-menopausa e 6,9% nulíparas. Dentre as pacientes com partos anteriores, a paridade média foi 2,21 e pelo menos um parto normal ocorreu em 63,8%. Apenas 24,1% das pacientes sabiam como o exame seria feito, 62,1% necessitaram de biópsia endometrial e o resultado foi considerado satisfatório em 89,7% dos casos. As médias de dor esperada e referida pelas pacientes foram semelhantes (6,0 versus 6,1), e 91,4% das mulheres repetiriam a histeroscopia quando necessário. O único fator associado à redução da dor após o exame foi o antecedente de parto normal, com queda de 7,1 para 5,5 (p = 0,03). A média de dor foi significativamente menor nas pacientes que aceitariam repetir o exame (5,8 versus 9,4; p = 0,003).
Conclusões:
A histeroscopia diagnóstica ambulatorial com gás pode estar associada a desconforto moderado, porém tolerável, com resultados satisfatórios.

Avaliação da dor na histeroscopia diagnóstica ambulatorial com gás

130

Comentários