einstein (São Paulo). 01/mar/2010;8(1):29-33.

Estudo histeroscópico e histológico do endométrio de mulheres menopausadas submetidas à ação continuada do raloxifeno

Vanessa Maria Caetano Soares, Braz Martorelli Filho, Luiz Roberto Araujo Fernandes, Umberto Gazi Lippi

DOI: 10.1590/s1679-45082010ao1227

RESUMO
Objetivo:
Estudar o efeito do raloxifeno sobre a histopatologia endometrial em mulheres menopausadas.
Métodos:
Foram estudadas 31 pacientes usuárias de raloxifeno (60 mg/dia) por um período de seis meses e que realizaram vídeo-histeroscopias diagnósticas nos ambulatórios de Climatério do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital do Servidor Público Estadual “Francisco Morato de Oliveira,” São Paulo, e do Hospital Guilherme Álvaro, da cidade de Santos (SP), de 10 de setembro de 2003 a 22 de junho de 2004. Em todas as pacientes foi realizada biópsia endometrial dirigida em parede anterior com pinça de biópsia de 3 ou 5 mm. Os histeroscópios utilizados foram de 3 ou 5 mm de calibre com visualização da imagem em monitor de televisão por endocâmera. Os resultados dos exames histeroscópicos foram comparados antes e seis meses após o uso do raloxifeno.
Resultados:
A comparação entre os resultados das duas biópsias, feita por meio do teste de McNemar (teste de homogeneidade marginal), obteve nível descritivo igual a 0,001, o que indica diferença entre os efeitos estrogênicos avaliados em diferentes instantes. O efeito estrogênico no endométrio não se acentuou em nenhuma das 31 pacientes analisadas. Em 21 pacientes (68%) foi observado, ao final, menor efeito estrogênico em relação ao exame inicial.
Conclusões:
O estudo não mostrou evidências de que o raloxifeno tenha efeito estimulante sobre o endométrio, tendo sido observada inclusive menor ação estrogênica após o uso da droga em um número alto de casos.

Estudo histeroscópico e histológico do endométrio de mulheres menopausadas submetidas à ação continuada do raloxifeno

57

Comentários