einstein (São Paulo). 01/abr/2017;15(2):162-6.

Teste de respiração espontânea na previsão de falha de extubação em população pediátrica

Milena Siciliano Nascimento, Celso Moura Rebello, Luciana Assis Pires Andrade Vale, Érica Santos, Cristiane do Prado

DOI: 10.1590/S1679-45082017AO3913

RESUMO

Objetivo

Avaliar se o teste de respiração espontânea pode ser utilizado para predizer falha da extubação na população pediátrica.

Métodos

Estudo prospectivo, observacional, no qual foram avaliados todos os pacientes internados no Centro de Terapia Intensiva Pediátrica, no período de maio de 2011 a agosto de 2013, que utilizaram ventilação mecânica por mais de 24 horas e que foram extubados. Os pacientes foram classificados em dois grupos: Grupo Teste, que incluiu os pacientes extubados depois do teste de respiração espontânea; e Grupo Controle, pacientes foram sem teste de respiração espontânea.

Resultados

Dos 95 pacientes incluídos no estudo, 71 crianças eram do Grupo Teste e 24 eram do Grupo Controle. Os grupos foram comparados em relação a: sexo, idade, tempo de ventilação mecânica, indicação para início da ventilação mecânica e parâmetros ventilatórios pré-extubação, no Grupo Controle, e pré-realização do teste, no Grupo Teste. Não foram observadas diferenças entre os parâmetros analisados. Em relação à análise da probabilidade de falha da extubação entre os dois grupos de estudo, a chance de falha do Grupo Controle foi 1.412 maior do que a das crianças do Grupo Teste, porém este acréscimo não foi significativo (p=0,706). O modelo foi considerado bem ajustado de acordo com o teste de Hosmer-Lemeshow (p=0,758).

Conclusão

O teste de respiração espontânea para a população pediátrica não foi capaz de prever a falha da extubação.

Teste de respiração espontânea na previsão de falha de extubação em população pediátrica

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