einstein (São Paulo). 21/nov/2018;16(4):eAO4278.

Monitoramento da terapia com anticorpo policlonal antilinfócitos T em transplantados renais: comparação da contagem de células T CD3+ e de linfócitos totais

Fabiani Palagi Machado ORCID logo , Alessandra Rosa Vicari ORCID logo , Fábio Spuldaro ORCID logo , João Batista Saldanha de Castro Filho ORCID logo , Roberto Ceratti Manfro ORCID logo

DOI: 10.31744/einstein_journal/2018AO4278

RESUMO

Objetivo:

Investigar a correlação entre a contagem de linfócitos totais e células T CD3+ no sangue periférico em receptores de transplante renal submetidos a tratamento com globulina antitimocitária, e discutir resultados relacionados.

Métodos:

Estudo retrospectivo de centro único envolvendo 226 pacientes submetidos a transplante renal entre 2008 e 2013 e tratados com globulina antitimocitária, para fins de indução ou tratamento de rejeição celular. As doses foram ajustadas de acordo com a contagem de células T CD3+ ou linfócitos totais no sangue periférico.

Resultados:

No total, 664 amostras pareadas foram analisadas. O coeficiente de correlação de Spearman para as amostras em geral foi de 0,416 (p<0,001) e o coeficiente Kappa, de 0,267 (p<0,001). Os parâmetros diagnósticos estimados com base na contagem de linfócitos totais foram recalculados, empregando-se o número de células T CD3+ (padrão-ouro) e adotando-se o ponto de corte >20 células/mm3.

Conclusão:

A contagem de linfócitos totais no sangue periférico não substitui a contagem de células T CD3+ enquanto estratégia de monitorização da terapia à base de globulina antitimocitária.

Monitoramento da terapia com anticorpo policlonal antilinfócitos T em transplantados renais: comparação da contagem de células T CD3+ e de linfócitos totais

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