einstein (São Paulo). 01/jun/2016;14(2):124-9.

Revascularização endovascular de doença oclusiva fêmoro-poplítea TASC C e D com o uso de dióxido de carbono como meio de contraste

Cynthia de Almeida Mendes, Marcelo Passos Teivelis, Sergio Kuzniec, Juliana Maria Fukuda, Nelson Wolosker

DOI: 10.1590/S1679-45082016AO3661

RESUMO
Objetivo
Analisar os resultados de dez angioplastias de lesões fêmoro-poplíteas TASC C e D utilizando CO2 como meio de contraste primário em pacientes sem restrição ao meio de contraste iodado com o objetivo de diminuir reações alérgicas e potencial de nefrotoxicidade em pacientes de alto risco.
Métodos
Descrevemos os resultados de dez angioplastias de lesões fêmoro-poplíteas TASC C e D utilizando CO2 como meio de contraste primário em pacientes de alto risco para revascularização aberta e sem contraindicação formal a iodo. Analisamos possibilidade de execução dos procedimentos, complicações, qualidade das imagens obtidas, desfechos clínicos e cirúrgicos e custos das lesões C e D tratadas com CO2 como meio de contraste.
Resultados
O uso de CO2 nas lesões C e D necessitou de complementação de iodo na maioria dos casos (nove casos), porém reduziu o potencial de nefrotoxicidade do meio de contraste iodado, diminuindo seu volume nesse grupo de pacientes de alto risco. A extensão das lesões arteriais foi o fator que mais contribuiu para necessidade de suplementação de iodo, devido à dificuldade de visualizar o reenchimento após oclusão arterial longa.
Conclusão
O uso de CO2 como contraste em pacientes com lesões C e D sem restrição ao meio de contraste iodado foi uma alternativa que não excluiu a necessidade de suplementação com iodo na maioria dos casos, porém pôde diminuir o potencial de nefrotoxicidade do meio de contraste iodado.

Revascularização endovascular de doença oclusiva fêmoro-poplítea TASC C e D com o uso de dióxido de carbono como meio de contraste

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