einstein (São Paulo). 01/jun/2016;14(2):130-4.

Experiência inicial com a oclusão tubária por via histeroscópica (Essure®)

Daniella De Batista Depes, Ana Maria Gomes Pereira, Umberto Gazi Lippi, João Alfredo Martins, Reginaldo Guedes Coelho Lopes

DOI: 10.1590/S1679-45082016AO3717

RESUMO
Objetivo
Avaliar os resultados das primeiras oclusões tubárias realizadas pela via histeroscópica (Essure®).
Métodos
Estudo prospectivo com 38 pacientes, sendo 73,7% caucasianas, com média de idade de 34,5 anos, e com 3 gestações e 2,7 partos em média. Do total, 86,8% das pacientes fizeram preparo prévio do endométrio. Todos os procedimentos foram ambulatoriais e sem anestesia.
Resultados
A taxa de inserção do dispositivo foi de 100%, com tempo médio de 4 minutos e 50 segundos. Segundo a Escala Visual Analógica, a dor média obtida foi de três, e 55,3% das mulheres não referiram qualquer dor após o método. Ocorreu um caso de reflexo vagal e 89,5% das pacientes retornaram às atividades normais no mesmo dia. Após 3 meses, 89,5% das pacientes encontravam-se muito satisfeitas com o método. A radiografia simples da pelve evidenciou 92,1% de dispositivos tópicos, ocorrendo um caso de expulsão unilateral. Após 4 anos de seguimento, não houve falha do método.
Conclusão
A oclusão tubária por via histeroscópica em regime ambulatorial e sem anestesia foi um procedimento rápido, bem tolerado, isento de complicações graves e com alta taxa de sucesso e satisfação das pacientes.

Experiência inicial com a oclusão tubária por via histeroscópica (Essure®)

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