einstein (São Paulo). 01/dez/2011;9(4):508-13.

Desnutrição em escolares em região urbano-rural do extremo sul do município de São Paulo

Marcela Maria Pandolfi, Fabio Sandrini, Maurício Rocco de Oliveira, Jane de Eston Armond, Ana Cristina Ribeiro Zöllner, Yara Juliano, Patrícia Colombo de Souza

DOI: 10.1590/s1679-45082011ao2045

RESUMO
Objetivo:
Verificar a persistência do déficit nutricional em amostra de escolares.
Métodos:
Estudo transversal com 1.761 escolares de 6 a 10 anos provenientes de 3 escolas de ensino fundamental. Foram avaliados pelos escores Z de peso/estatura e estatura/idade, segundo a Organização Mundial da Saúde. As variáveis estudadas foram: gênero, idade, série e período escolar. O teste do χ² relacionou o déficit nutricional com as variáveis.
Resultados:
Segundo o escore Z de peso/estatura 8,5% eram desnutridas; 21,6% de acordo com estatura/idade. A análise do escore Z de peso/estatura revelou que 59,7% eram meninos e 40,3% meninas. A média de idade foi de 8,9 anos. Quanto ao escore Z de estatura/idade 53,9% eram do gênero masculino e 46,1% do gênero feminino. O risco de desnutrição foi maior entre os meninos: 59,7% para o índice peso/estatura e 53,9% para o estatura/idade. Não houve diferença estatística na comparação entre as escolas, o gênero e o período escolar. Já entre estado nutricional, período (p < 0,0001) e série dos escolares (p = 0,0105), observamos significância..
Conclusão:
A desnutrição ainda é persistente entre a população de baixa renda e o gênero masculino apresentou maior prevalência. Pode-se considerar que a avaliação nutricional é uma ferramenta de extrema importância para compreensão da dinâmica nutricional de crianças e seu desenvolvimento.

Desnutrição em escolares em região urbano-rural do extremo sul do município de São Paulo

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