einstein (São Paulo). 01/abr/2011;9(2 Pt 1):190-5.

Uso de gemtuzumabe ozogamicina combinado com quimioterapia convencional em pacientes com leucemia mieloide aguda

Guilherme Fleury Perini, Fabio Pires de Souza Santos, Iracema Esteves, Claudia Mac-Donald Bley do Nascimento, Morgani Rodrigues, Reijane Alves de Assis, Ricardo Helman, Jose Mauro Kutner, Andreza Alice Feitosa Ribeiro, Nelson Hamerschlak

DOI: 10.1590/S1679-45082011AO1987

RESUMO

Objetivo:

Analisar a evolução de pacientes tratados com gemtuzumabe ozogamicina combinado à terapêutica convencional no Hospital Israelita Albert Einstein.

Métodos:

14 pacientes que tinham alto risco (leucemia secundária, citogenética desfavorável e doença refratária) foram tratados com gentuzumabe ozogamicina associado à terapêutica convencional, e sua evolução foi analisada por meio de seus prontuários médicos.

Resultados:

A taxa total de resposta foi de 58%, com 43% chegando a resposta completa, em acompanhamento médio de 11 meses, e três meses com intervalo de sobrevivência livre. Foram a óbito 11 pacientes, 6 deles por leucemia mieloide aguda. Somente quatro pacientes apresentaram graus 3 a 4 de toxicidade e apenas um paciente teve síndrome de obstrução sinusoidal após transplante de medula.

Conclusão:

Gemtuzumabe ozogamicina associado à terapêutica quimioterápica convencional é um tratamento factível em pacientes com leucemia mieloide aguda. Contudo, novos estudos são necessários para esclarecer qual o subgrupo de pacientes que pode se beneficiar desse tratamento.

Uso de gemtuzumabe ozogamicina combinado com quimioterapia convencional em pacientes com leucemia mieloide aguda

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