einstein (São Paulo). 01/mar/2010;8(1):53-61.

Relação entre a análise bioquímica e ecocardiográfica tridimensional e bidimensional em pacientes com infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST tratados por via percutânea

Marcelo Luiz Campos Vieira, Wercules Antônio Oliveira, Alexandre Ferreira Cury, Adriana Cordovil, Ana Clara Tude Rodrigues, Gustavo Alberto Frazatto Naccarato, Claudia Gianini Monaco, Lea Paula Ravani Beneti Costa, Renata Barbara Romano, João Roberto Calatroia, Tania Regina Afonso, Glaucia Maria Penha Tavares, Laise Antônia Bonfim Guimarães, Edgar Bezerra Lira Filho, Marco Antonio Perin, Claudio Henrique Fischer, Samira Saady Morhy

DOI: 10.1590/s1679-45082010ao1438

RESUMO
Objetivo:
O prognóstico dos pacientes portadores de infarto agudo do miocárdico depende de múltiplos aspectos que espelhem o grau de agressão ao miocárdio (como marcadores enzimáticos de necrose miocárdica), assim como dos mecanismos de adaptação ao evento agudo. O objetivo do estudo foi verificar a associação entre os achados bioquímicos e ecocardiográficos derivados da análise ecocardiográfica transtorácica tridimensional (ECO 3D) com a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (ECO 2D) em pacientes acometidos por infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST, que tenham sido submetidos a tratamento primário percutâneo.
Métodos:
Estudo prospectivo com Eco 3D e 2D de 23 indivíduos (17 homens, 57 ± 13 anos), acometidos por infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST, primariamente tratados com implante de stent coronariano. Foi feita a dosagem sérica de creatina cinase fração MB, Troponina I, Mioglobina e peptídeo atrial natriurético e comparada com os parâmetros ecocardiográficos (volumes, fração de ejeção do ventrículo esquerdo e índice de dissincronia ventricular). A análise estatística foi feita com a determinação do coeficiente de correlação (Pearson), IC = 95%, p < 0,05, com teste de regressão linear e teste de Bland & Altman.
Resultados:
Coeficiente de correlação (r) entre fração de ejeção do ventrículo esquerdo 3D: 1- peptídeo atrial natriurético: r: – 0,7427, p < 0,0001; 2- creatina cinase fração MB: r: -0,660, p = 0,001. fração de ejeção do ventrículo esquerdo 2D (r) : 1- peptídeo atrial natriurético: r: - 0,5478, p = 0,001; 2- creatina cinase fração MB: r: -0,4800, p < 0,0277. As demais associações entre os parâmetros ecocardiográficos e as dosagens séricas não foram significativas.
Conclusões:
Nesta série, foi observada correlação melhor entre a dosagem sérica de peptídeo atrial natriurético, de creatina cinase fração MB e a fração de ejeção do ventrículo esquerdo aferida por Eco 3D do que a correlação com a fração de ejeção do ventrículo esquerdo aferida por Eco 2D.

Relação entre a análise bioquímica e ecocardiográfica tridimensional e bidimensional em pacientes com infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST tratados por via percutânea

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