einstein (São Paulo). 30/out/2018;16(4):eAO4199.

Mistura hélio-oxigênio: aplicabilidade clínica em unidade de terapia intensiva

Milena Siciliano Nascimento ORCID logo , Érica Santos ORCID logo , Cristiane do Prado ORCID logo

DOI: 10.31744/einstein_journal/2018AO4199

RESUMO

Objetivo

Avaliar se o desconforto diminui após o uso da mistura hélio-oxigênio em pacientes pediátricos com diagnóstico de broncoespasmo.

Métodos

Estudo retrospectivo, não randomizado, no qual foram incluídos pacientes com diagnóstico de broncoespasmo que utilizaram a mistura hélio-oxigênio em três momentos (30, 60 e 120 minutos), seguindo o protocolo institucional, internados em unidade de terapia intensiva pediátrica de janeiro de 2012 a dezembro 2013. Este protocolo incluía pacientes com diagnóstico de broncoespasmo que mantivessem escore de Wood modificado de moderado a grave, mesmo após 1 hora de tratamento convencional.

Resultados

Foram incluídas 20 crianças neste estudo. A média do escore de gravidade da doença no momento zero foi de 5,6 (DP:2,0) e, no momento 120 minutos, 3,4 (DP: 2,0). O escore de gravidade apresentou melhora significante a partir dos 30 minutos (p<0,001).

Conclusão

A utilização da mistura hélio-oxigênio mostrou-se eficaz na redução do escore de desconforto respiratório de crianças com doenças obstrutivas e deve ser considerada recurso terapêutico complementar à terapia medicamentosa em situações clínicas específicas.

Mistura hélio-oxigênio: aplicabilidade clínica em unidade de terapia intensiva

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