einstein (São Paulo). 01/out/2017;15(4):421-7.

Índice de Gravidade de Emergência: acurácia na classificação de risco

Joselito Adriano da Silva, Angélica Santos Emi, Eliseth Ribeiro Leão, Maria Carolina Barbosa Teixeira Lopes, Meiry Fernanda Pinto Okuno, Ruth Ester Assayag Batista

DOI: 10.1590/S1679-45082017AO3964

RESUMO

Objetivo:

Verificar a concordância entre a estimativa de recursos previstos por meio do Índice de Gravidade de Emergência adaptada e aqueles utilizados pelos pacientes; e analisar as variáveis tempo de formado, experiência profissional e tempo de trabalho nos serviços de emergência com a assertividade da previsao de recursos.

Métodos:

Estudo retrospectivo analítico com abordagem quantitativa. A amostra foi de 538 prontuários de pacientes atendidos por 11 enfermeiros responsáveis pela classificação de risco. A coleta de dados foi realizada em relaçao ao período de atendimento de dezembro de 2012 a fevereiro de 2013.

Resultados:

Não houve associação significativa da adequação do número de recursos utilizados, de acordo com a classificação do Índice de Gravidade de Emergência, com o tempo de formação, de experiência ou de trabalho nos serviços de emergência. O coeficiente de concordância Kappa (0,34) demonstrou que a concordância entre o número previsto e o utilizado foi baixa.

Conclusão:

Os índices de assertividade dos enfermeiros na previsão de recursos, no atendimento de pacientes na unidade de pronto atendimento, utilizando o Índice de Gravidade de Emergência adaptado, foram inferiores aos descritos na literatura com a escala original. Houve baixa concordância dos exames diagnósticos previstos pelos enfermeiros com os realizados. Não foi observada associação na previsão correta do número de recursos com o tempo de formação, tempo de experiência nos serviços de emergência e tempo de trabalho na unidade de estudo.

Índice de Gravidade de Emergência: acurácia na classificação de risco

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