einstein (São Paulo). 04/jul/2018;16(2):eAO4189.

Importância do rastreamento de disfagia e da avaliação nutricional em pacientes hospitalizados

Patrícia Amaro Andrade, Carolina Araújo dos Santos, Heloísa Helena Firmino, Carla de Oliveira Barbosa Rosa

DOI: 10.1590/S1679-45082018AO4189

RESUMO

Objetivo:

Verificar a prevalência do risco de disfagia e seus fatores associados em pacientes hospitalizados, bem como avaliar o estado nutricional por diferentes métodos e correlacioná-los à pontuação do Eating Assessment Tool (EAT-10).

Métodos:

Estudo de delineamento transversal, realizado com 909 pacientes internados em um hospital filantrópico. Para o rastreamento de disfagia, foi aplicado o Eating Assessment Tool (EAT-10) em sua versão adaptada para o Brasil. O diagnóstico nutricional foi realizado por meio da avaliação global subjetiva e pela aferição de medidas antropométicas. A diferença entre os grupos foi verificada pelo teste de Mann-Whitney e as associações, pelo χ2 de Pearson e correlação de Spearman.

Resultados:

A prevalência do risco de disfagia foi de 10,5%, sendo a faixa etária idosa um fator associado a esta condição. Pacientes em risco apresentaram valores inferiores de perímetro do braço e panturrilha, variáveis que se correlacionaram de forma inversa à pontuação do Eating Assessment Tool (EAT-10). A desnutrição foi identificada em 13,2% dos avaliados, segundo a avaliação global subjetiva, e em 15,2%, quando utilizado o índice de massa corporal.

Conclusão:

O rastreamento da disfagia e da desnutrição devem ser incorporados à rotina hospitalar, com o objetivo de evitar ou minimizar os prejuízos provocados por estas condições, especialmente nos idosos.

Importância do rastreamento de disfagia e da avaliação nutricional em pacientes hospitalizados

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