einstein (São Paulo). 01/dez/2015;13(4):530-4.

Doenças retinianas em um centro de referência de capital estadual na Amazônia Ocidental

Fernando Korn Malerbi, Nilson Hideo Matsudo, Adriano Biondi Monteiro Carneiro, Claudio Luiz Lottenberg

DOI: 10.1590/S1679-45082015AO3538

RESUMO
Objetivo
Descrever as doenças de retina encontradas em pacientes que aguardavam tratamento para doenças retinianas em um hospital terciário de Rio Branco, Acre, Brasil.
Métodos
Foi realizado um exame oftalmológico compreendendo biomicroscopia com lâmpada de fenda, mapeamento de retina e ultrassonografia ocular. Os pacientes foram classificados de acordo com o status fácico e a doença retiniana que acometia o olho de maior gravidade.
Resultados
Foram atendidos 138 pacientes. A média de idade foi de 51,3 anos. A distribuição de diabetes foi de 35,3% e de hipertensão arterial foi de 45,5%. Catarata esteve presente em pelo menos um dos olhos em 23,2%. Tiveram o exame da retina possibilitado 129 pacientes. As principais doenças retinianas detectadas foram descolamento de retina regmatogênico (n=23; 17,8%) e retinopatia diabética (n=32; 24,8%). Dos 40 pacientes avaliados em função do diabetes, 13 (32,5%) apresentavam retinopatia ausente ou estágios iniciais de retinopatia e necessitavam apenas de acompanhamento.
Conclusão
A principal doença retiniana foi a retinopatia diabética, uma causa de cegueira evitável que pode ser acompanhada à distância, nos estágios iniciais, por meio de estratégias de telemedicina. A telemedicina pode ser uma importante ferramenta no acompanhamento de doenças retinianas em localidades remotas no Brasil.

Doenças retinianas em um centro de referência de capital estadual na Amazônia Ocidental

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