einstein (São Paulo). 01/mar/2012;10(1):57-61.

Comparação da evolução do transplante hepático em receptores com MELD alto e baixo

Andre Ibrahim David, Maria Paula Villela Coelho, Ângela Tavares Paes, Ana Kober Leite, Bianca Della Guardia, Márcio Dias de Almeida, Sergio Paiva Meira, Marcelo Bruno de Rezende, Rogerio Carballo Afonso, Ben-Hur Ferraz-Neto

DOI: 10.1590/S1679-45082012000100012

Objetivo:
Comparar MELDs altos e baixos, sua relação com a disfunção renal e o efeito no resultado do transplante.
MÉTODOS:
Realizou-se coleta prospectiva de dados em 237 transplantes de fígado (216 pacientes) entre março de 2003 e março de 2009. Pacientes com cirrose submetidos a transplante foram divididos em três grupos: MELD > 30, MELD < 30, e carcinoma hepatocelular. Insuficiência renal foi definida como uma diminuição de ± 25% na taxa de filtração glomerular estimada, observada 1 semana após o transplante. As medianas do MELD foram 35, 21, e 13 para os grupos MELD > 30, MELD < 30, e de carcinoma hepatocelular, respectivamente.
RESULTADOS:
Receptores com MELD > 30 tiveram mais dias na Unidade de Terapia Intensiva, maior período de internação, e receberam mais transfusões de sangue. Além disso, sua função renal melhorou após o transplante de fígado. Os demais grupos apresentaram diminuição da função renal. A mortalidade foi semelhante em todos os grupos, mas a função renal foi a variável mais importante associada com morbidade e tempo de internação hospitalar.
CONCLUSÃO:
Em receptores com escores MELD altos houve melhora da taxa de filtração glomerular 1 semana após o transplante de fígado.

Comparação da evolução do transplante hepático em receptores com MELD alto e baixo

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