einstein (São Paulo). 01/ago/2018;16(3):eAO4224.

Colonização oral por espécies de Candida em pacientes HIV positivo: estudo de associação e suscetibilidade antifúngica

Letícia Silveira Goulart ORCID logo , Werika Weryanne Rosa de Souza ORCID logo , Camila Aoyama Vieira ORCID logo , Janaina Sousa de Lima ORCID logo , Ricardo Alves de Olinda ORCID logo , Claudinéia de Araújo ORCID logo

DOI: 10.1590/S1679-45082018AO4224

RESUMO

Objetivo

Investigar a suscetibilidade a antifúngicos e os fatores associados à colonização oral por espécies de Candida isoladas de pacientes HIV positivo.

Métodos

Estudo prospectivo realizado com amostragem por conveniência de indivíduos HIV positivo, acompanhados por um serviço de atendimento especializado da cidade de Rondonópolis, Mato Grosso, Brasil. Foram coletados swabs orais de 197 pacientes. As espécies de Candida foram identificadas por técnicas microbiológicas fenotípicas padrão e por método molecular. A suscetibilidade antifúngica foi determinada pelo método de microdiluição em caldo.

Resultados

Cento e um (51,3%) pacientes foram colonizados por Candida spp. Candida albicans foi a espécie mais prevalente (80%). Identificou-se um maior risco de colonização oral por espécies de Candida em pacientes com idade entre 45 e 59 anos (razão de prevalência: 1,90; IC95%: 1,57-6,31) e 60 anos ou mais (razão de prevalência: 4,43; IC95%: 1,57-34,18). A resistência ao fluconazol e ao cetoconazol foi de 1% cada e de 4% ao itraconazol.

Conclusão

O único fator associado à colonização oral por espécies de Candida foi ter 45 anos ou mais. Identificamos baixa taxa de resistência antifúngica aos azóis entre as leveduras isoladas de pacientes HIV positivo. Estes achados podem contribuir para selecionar o tratamento da candidíase oral em pacientes HIV positivos.

Colonização oral por espécies de Candida em pacientes HIV positivo: estudo de associação e suscetibilidade antifúngica

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