einstein (São Paulo). 01/mar/2015;13(1):14-9.

Adaptação cultural e validação da reprodutibilidade da versão em português (Brasil) da escala de dor Pain Assessment in Advanced Dementia (PAINAD-Brasil) em pacientes adultos não comunicantes

Marcia Carla Morete Pinto, Fabiola Peixoto Minson, Ana Carolina Biagioni Lopes, Claudia Regina Laselva

DOI: 10.1590/S1679-45082015AO3036

Objetivos Realizar adaptação semântica e cultural para o português do Brasil da escala Pain Assessment in Advanced Dementia (PAINAD), e avaliar suas propriedades psicométricas (validade, viabilidade, concordância interavaliadores e utilidade clínica).
Métodos
Estudo descritivo, transversal e retrospectivo, que ocorreu em duas fases: validação semântica e cultural da versão portuguesa da escala e estudo de suas propriedades psicométricas (validade, fiabilidade e utilidade clínica). A amostra foi constituída por 63 pacientes internados com défice neurológicos incapazes de realizarem o autorrelato de sua dor.
Resultados
O processo de validação semântica e cultural dessa escala foi facilmente obtido. Os indicadores da escala mais usados pelos enfermeiros para avaliar a dor foram a “Expressão facial”, a “Linguagem corporal” e “Consolabilidade”. A versão portuguesa da escala revelou ser válida, precisa e teve concordância interavaliadores, que garantiu sua reprodutibilidade.
Conclusão
A escala revelou ser útil para ser utilizada de forma rotineira na prática de cuidados diários com doentes adultos e idosos internados em serviços hospitalares, nas mais diversas situações clínicas. Requereu pouco tempo de aplicação, foi fácil de usar, suas instruções eram claras e o treino requerido para sua aplicação era simples. No entanto, recomenda-se uma atenção particular na interpretação da expressão facial e da consolabilidade a realizar em ações de formação sobre avaliação de dor com o uso dessa escala.

Adaptação cultural e validação da reprodutibilidade da versão em português (Brasil) da escala de dor Pain Assessment in Advanced Dementia (PAINAD-Brasil) em pacientes adultos não comunicantes

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