einstein (São Paulo). 01/mar/2010;8(1):92-6.

Achados da ressonância magnética na torção anexial

Ronald Meira Castro Trindade, Ronaldo Hueb Baroni, Michelle Rosemberg, Marianne Siquara de Quadros, Marcelo de Castro Jorge Racy, Adriano Tachibana, Marcelo Buarque de Gusmão Funari

DOI: 10.1590/s1679-45082010rc878

RESUMO
A torção anexial é um evento incomum, porém constitui importante causa de dor abdominal em mulheres. Está frequentemente associada a tumor ou cisto ovariano, mas pode ocorrer em ovários normais, principalmente em crianças. A torção de estruturas anexiais pode envolver o ovário ou a tuba, mas geralmente acomete ambos. Na maioria dos casos, é unilateral, com discreta predileção pelo lado direito. Como achados de imagem, observam-se massas ovarianas e aumento do volume ovariano, com redução ou ausência de sua vascularização. Se a torção for completa e não diagnosticada ou tratada, pode ocorrer necrose hemorrágica, evoluindo com complicações, sendo a peritonite a mais frequente. O diagnóstico precoce ajuda a prevenir danos que são irreversíveis com tratamento conservador, poupando-se o ovário. A limitação do exame físico, a possibilidade de resultados inconclusivos pela ultrassonografia e a exposição à radiação pela tomografia computadorizada fazem da ressonância magnética um complemento valioso na avaliação de emergência das doenças ginecológicas. O objetivo deste trabalho foi relatar dois casos confirmados de torção anexial, enfatizando a contribuição da ressonância magnética no diagnóstico dessa entidade.

Achados da ressonância magnética na torção anexial

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