einstein (São Paulo). 01/jan/2011;9(1 Pt 1):46-51.

Papéis contrastantes das variantes polimórficas dos genes TGFB1 e IFNG do doador e do receptor na rejeição crônica de transplantados renais

Verônica Porto Carreiro de Vasconcellos Coelho, Rafael Ioschpe, Cristina Caldas, Monica Spadafora-Ferreira, João Americo Fonseca, Maria Regina Alves Cardoso, Selma Aliotti Palacios, Jorge Kalil, Anna Carla Goldberg

DOI: 10.1590/S1679-45082011AO1852

RESUMO

Objetivo:

Avaliar o impacto de longo prazo (com seguimento mínimo de 2 anos) de polimorfismos em genes de citocinas em pares doador:receptor sobre os resultados do transplante.

Métodos:

Comparamos os polimorfismos genéticos das citocinas e os principais fatores de risco para o desenvolvimento de rejeição crônica em grupos pareados de pacientes transplantados renais com e sem nefropatia crônica do aloenxerto [CAN].

Resultados:

A análise multivariada indicou que a presença do genótipo TT (códon 10) de alta produção do fator de crescimento transformador beta-1 (TGFB1) era protetor nos receptores (p=0,017), em contraste com o risco aumentado quando presente nas amostras de doadores (p=0,049). Por outro lado, no caso do interferon gama estudado, a maior frequência do alelo de alta produção foi protetora na análise do grupo de doadores (p=0,013), mas aumentava o risco de nefropatia crônica do aloenxerto quando presente nos receptores (p=0,036).

Conclusão:

Nossos resultados ressaltam a importância da genotipagem de TGFB1 também em doadores, e indicam que polimorfismos no gene desta citocina em células do doador podem contribuir no desenvolvimento da nefropatia crônica do aloenxerto.

Papéis contrastantes das variantes polimórficas dos genes TGFB1 e IFNG do doador e do receptor na rejeição crônica de transplantados renais

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