einstein (São Paulo). 01/out/2010;8(4 Pt 1):461-6.

Malformações congênitas em recém-nascidos de gestantes consumidoras de álcool

Maria dos Anjos Mesquita, Conceição Aparecida de Mattos Segre

DOI: 10.1590/S1679-45082010AO1880

RESUMO

Objetivo:

Identificar em recém-nascidos de mães consumidoras de álcool durante a gestação a presença da síndrome alcoólica fetal, outros defeitos congênitos relacionados ao álcool e/ou desordens de neurodesenvolvimento.

Métodos:

Em maternidade pública da cidade de São Paulo, foram entrevistadas 1.964 puérperas, das quais 654 consumiram álcool em algum momento da gestação. Os seus recémnascidos foram examinados clínica e laboratorialmente para identificar a ocorrência de síndrome alcoólica fetal, de defeitos congênitos ou ainda de desordens de neurodesenvolvimento relacionados ao álcool.

Resultados:

Foram encontradas 3 crianças com síndrome alcoólica fetal (1,5/1.000 nascidos vivos), 6 com defeitos congênitos relacionados ao álcool (3,0/1.000 nascidos vivos) e 67 com desordens de desenvolvimento relacionadas ao álcool (34,1/1.000 nascidos vivos). As malformações congênitas encontradas nessas crianças foram: corpo caloso fino ou ausente, cisto cerebral, assimetria dos ventrículos cerebrais, meningomielocele, lábio leporino, nariz antevertido, implantação baixa dos pavilhões auriculares, megaureter, hidronefrose, polidactilia, pé torto congênito, afalangia de artelho, criptorquidia e hipospádia.

Conclusões:

Os recém-nascidos de mães consumidoras de álcool podem apresentar malformações congênitas de diversos órgãos e sistemas, cujo diagnóstico precoce é fundamental para uma possível eventual resolução e evolução mais eficazes.

Malformações congênitas em recém-nascidos de gestantes consumidoras de álcool

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