einstein (São Paulo). 01/jun/2013;11(2):237-46.

Dados recentes em IL-17 e Th17, e implicações na doença do enxerto contra hospedeiro

Marília Normanton, Luciana Cavalheiro Marti

DOI: 10.1590/S1679-45082013000200019

A interleucina 17 humana foi descrita pela primeira vez em 1995, como uma nova citocina produzida principalmente por células T CD4+ ativadas, que estimulam a secreção de IL-6 e IL-8 por fibroblastos humanos, além de aumentar a expressão de ICAM-1. Vários autores relataram que a IL-17A tem um papel na proteção de organismos contra bactérias extracelulares e fungos devido à capacidade de recrutar neutrófilos para as áreas de infecção, evidenciando um papel patológico em vários modelos de doenças autoimunes, como a encefalite autoimune experimental e artrite. A participação da IL-17A também foi descrita na rejeição aguda em transplantes de órgãos e doença enxerto contra hospedeiro. Entretanto, a maior revolução na pesquisa com IL-17 aconteceu em 2000, quando foi proposto que IL-17 não pode ser classificada como Th1 ou Th2, mas sim como uma nova linhagem de células T produtoras de IL-17. Estes achados modificam o paradigma Th1/Th2 previamente estabelecido, levando à definição do subtipo celular CD3+, CD4+ Th17 e ao estabelecimento de um novo modelo para explicar a origem de vários eventos imunes, como também suas implicações na doença enxerto contra hospedeiro, que são bem discutidas neste artigo.

Dados recentes em IL-17 e Th17, e implicações na doença do enxerto contra hospedeiro

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