einstein (São Paulo). 01/jun/2013;11(2):209-15.

Qualidade de vida e capacidade funcional de idosas com osteoartrite de joelho

Janice Chaim Alves, Debora Pastore Bassitt

DOI: 10.1590/S1679-45082013000200013

Objetivo:
Relacionar capacidade funcional e qualidade de vida de idosas com osteoartrite do joelho.
MÉTODOS:
Estudo transversal, envolvendo 40 idosas com osteoartrite do joelho. Foram aplicados os seguintes formulários: Questionário de Identificação, Questionário para Osteoartrite Western Ontário and McMaster Universities e Questionário de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL-OLD, sigla em inglês). Definiu-se nível de significância de 0,05 (5%) e intervalo de confiança de 95%. Foram utilizados testes estatísticos paramétricos, análise descritiva, teste de igualdade de duas proporções, correlação de Pearson, teste de correlação e teste de ANOVA.
RESULTADOS:
Com idade média de 74,1 (±6,7) anos, 47,5% dos pacientes tinham osteoartrite nos dois joelhos. Apresentaram dor moderada: 45% ao caminhar em lugar plano; 40% sentando-se, deitando-se e deitado; 55% apresentaram dor intensa ou muito intensa ao subir ou descer escadas; 50% relataram rigidez articular moderada após sentar, deitar e repousar; e 65% relataram pouca ou moderada rigidez após acordar. Na função física, 60% apresentaram dificuldade moderada ou intensa para descer escadas; 67,5% para subir escadas; 60% relataram dificuldade intensa ou muito intensa para entrar e sair do carro; e 70% para fazer tarefas domésticas pesadas. A correlação do WHOQOL-OLD com o Questionário para Osteoartrite Western Ontário and McMaster Universities foi negativa e não significativa – exceto em “autonomia”, que foi significativa. Idosas sedentárias e que usam dispositivo de auxílio à marcha apresentaram pior capacidade funcional no Questionário para Osteoartrite Western Ontário and McMaster Universities, sem significância estatística. No WHOQOL-OLD, voluntárias tiveram maior pontuação em “participação social” e praticantes de atividade física, em “autonomia”, com diferença estatisticamente significante em relação às não voluntárias e às sedentárias, respectivamente.
CONCLUSÃO:
É possível ter uma boa qualidade de vida mesmo com o comprometimento funcional gerado pela osteoartrite do joelho.

Qualidade de vida e capacidade funcional de idosas com osteoartrite de joelho

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