einstein (São Paulo). 21/ago/2015;13(3):441-7.

Como escolher os alvos terapêuticos para melhorar a perfusão tecidual no choque séptico

Murillo Santucci Cesar de Assuncao, Thiago Domingos Corrêa, Bruno de Arruda Bravim, Eliézer Silva

DOI: 10.1590/S1679-45082015RW3148

O reconhecimento e o tratamento precoce da sepse grave e do choque séptico é a chave para o sucesso terapêutico. Quanto maior o atraso no início do tratamento, pior é o prognóstico, em decorrência da hipoperfusão tecidual persistente, e do consequente desenvolvimento e agravamento das disfunções orgânicas. Um dos principais mecanismos responsáveis pelo desenvolvimento da disfunção celular é a hipóxia. A adequação do fluxo sanguíneo tecidual e, consequentemente, da oferta de oxigênio à demanda metabólica, de acordo com a avaliação do índice cardíaco e da taxa de extração de oxigênio, deve ser realizada durante a ressuscitação, principalmente nos pacientes de alta complexidade. Novas tecnologias, de fácil manuseio à beira do leito, e novos estudos, que avaliem diretamente o impacto da otimização dos parâmetros macro-hemodinâmicos na microcirculação e no desfecho clínico dos pacientes sépticos, são necessários.

Como escolher os alvos terapêuticos para melhorar a perfusão tecidual no choque séptico

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