einstein (São Paulo). 01/mar/2015;13(1):34-40.

Atividade física como fator de proteção para o desenvolvimento de esteatose hepática não alcoólica em homens

Carla Giuliano de Sá Pinto, Marcio Marega, José Antonio Maluf de Carvalho, Felipe Gambetta Carmona, Carlos Eduardo Felix Lopes, Fabio Luis Ceschini, Danilo Sales Bocalini, Aylton José Figueira Junior

DOI: 10.1590/S1679-45082015AO2878

Objetivo
Determinar o impacto do nível de atividade física na prevalência de esteatose hepática, perfil metabólico e comportamento cardiovascular em homens adultos.
Métodos
Foram avaliados 1.399 homens (40,7±8,18 anos) com índice massa corporal de 26,7kg/m2 (±3,4) pelo protocolo da Revisão Continuada de Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein entre janeiro a outubro de 2011. Foram realizadas análise séricas de glicose sanguínea, colesterol total e séries, triglicerídeos, PCR, ALT, AST e Gama GT. A análise estatística utilizada consistiu na comparação de média e desvio padrão. A análise de variância de dois caminhos ANOVA two way, teste t de Student, teste U Mann Whitney, teste de Wald e teste χ2, sendo o nível de significância p<0,05 e correlação univariada de Poison, com intervalo de confiança de 95%.
Resultados
Os resultados demonstraram que 37,0% da amostra apresentou diagnóstico de esteatose hepática. Homens ativos com esteatose hepática apresentaram níveis de triglicerídeos de 148,2±77,6mg/dL enquanto os inativos com esteatose hepática apresentaram 173,4±15,6mg/dL. Os demais níveis séricos apresentaram-se dentro dos padrões considerados saudáveis, porém os inativos apresentaram todos os valores superiores, em relação aos ativos. Apontou-se que indivíduos inativos apresentam 10,68 vezes maior risco em desenvolver esteatose hepática em relação aos ativos.
Conclusão
A atividade física melhora os indicadores metabólicos, como triglicérides, controle de peso, HDL, que interferem no desenvolvimento de esteatose hepática, mostrando que indivíduos fisicamente ativos apresentaram menor prevalência de esteatose hepática independentemente dos valores de composição corporal e perfil lipídico, concluindo que a atividade física apresenta papel protetor no desenvolvimento de esteatose hepática.

Atividade física como fator de proteção para o desenvolvimento de esteatose hepática não alcoólica em homens

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