einstein (São Paulo). 01/dez/2015;13(4):567-73.

Análise histológica do reparo de lesões da dura com tela de silicone em ratos submetidos à lesão experimental

Fernando William Figueiredo da Rosa, Pedro Henrique Isoldi Pohl, Ana Maria Amaral Antônio Mader, Carla Peluso de Paiva, Aline Amaro dos Santos, Bianca Bianco, Luciano Miller Reis Rodrigues

DOI: 10.1590/S1679-45082015AO3378

RESUMO
Objetivo:
Avaliar reação inflamatória, fibrose e neovascularização da reparação da lesão dural em ratos Wistar, comparando quatro diferentes técnicas: pontos simples, membrana de colágeno bovino, tela de silicone e tela de silicone associada a pontos simples.
Métodos:
Trinta ratos Wistar foram randomizados em cinco grupos: o primeiro foi um grupo controle, submetido somente à durotomia. Os outros também foram submetidos à durotomia, porém sofreram sutura simples, reparo com membrana de colágeno bovino, tela de silicone e tela de silicone com sutura. Os animais foram sacrificados, e a coluna foi submetida à avaliação histológica com um escore (variando de zero a 3) para inflamação, neovascularização e fibrose.
Resultados:
A fibrose foi significativamente diferente, comparando-se sutura simples e tela de silicone (p=0,005) e sutura simples e tela com fio de sutura (p=0,015), demonstrando que a fibrose foi mais intensa quando um corpo estranho foi utilizado na reparação. Membrana bovina foi significativamente diferente da tela mais sutura (p=0,011) em relação à vascularização. A inflamação foi significativamente diferente entre os grupos submetidos à sutura simples e ao reparo com membrana de colágeno bovino.
Conclusão:
A tela de silicone, comparada com produtos similares com disponibilidade comercial, é uma possível alternativa como protetor de dura-máter. Mais estudos são necessários para comprovar esses resultados.

Análise histológica do reparo de lesões da dura com tela de silicone em ratos submetidos à lesão experimental

66

Comentários