einstein (São Paulo). 01/mar/2014;12(1):36-41.

Utilização do rituximabe como tratamento para o lúpus eritematoso sistêmico: avaliação retrospectiva

Roberta Ismael Lacerda Machado, Morton Aaron Scheinberg, Maria Yvone Carlos Formiga de Queiroz, Danielle Christinne Soares Egypto de Brito, Maria Fernanda Brandao de Resende Guimarães, Raquel Altoé Giovelli, Eutilia Andrade Medeiros Freire

DOI: 10.1590/S1679-45082014AO2706

Objetivo:
Relatar a experiência obtida em três instituições brasileiras com o uso do rituximabe em pacientes com diferentes formas clínicas de lúpus eritematoso sistêmico em atividade.
Métodos
: Estudo composto por amostra de 17 pacientes portadores de lúpus, que já faziam tratamento, mas que, em algum momento da evolução da doença, apresentaram sintomas refratários. Os pacientes foram subdivididos em grupos de acordo com o acometimento clínico que motivou o uso do imunobiológico, e a resposta ao uso do rituximabe foi classificada como completa, parcial ou ausente. Os dados foram coletados por meio de uma planilha padronizada, sendo utilizados parâmetros específicos para cada grupo. O tratamento foi padronizado com dose terapêutica de 1g, com repetição da infusão em um intervalo de 15 dias.
Resultados
: As respostas clínicas ao rituximabe dos grupos apenas hematológico e do apenas osteoarticular foi completa em todos os casos. No grupo renal, houve uma resposta clínica completa, duas parciais e uma ausente. No grupo renal e hematológico, houve uma resposta completa, um óbito e uma resposta ausente. O grupo pulmonar apresentou um caso de resposta clínica completa e dois parciais.
Conclusão
: O presente estudo demonstrou que rituximabe pode trazer benefícios aos pacientes com lúpus eritematoso sistêmico, com tolerabilidade boa e efeitos colaterais brandos, apresentando, contudo, resposta variável, de acordo com o sistema acometido.

Utilização do rituximabe como tratamento para o lúpus eritematoso sistêmico: avaliação retrospectiva

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