einstein (São Paulo). 01/dez/2012;10(4):449-54.

Utilização do retalho fasciocutâneo do músculo peitoral maior na deiscência de esternotomia: uma nova abordagem

Jaime Anger, Pedro Silvio Farsky, Antonio Flavio Sanches Almeida, Renato Tambellini Arnoni, Daniel Chagas Dantas

DOI: 10.1590/S1679-45082012000400010

Objetivo:
Descrever uma nova técnica cirúrgica para a reparação das deiscências pós-toracotomia mediana transesternal com o uso de retalho composto fasciocutâneo da fáscia do músculo peitoral maior.
MÉTODOS:
Entre janeiro de 2009 e dezembro de 2010, de um total de 1.573 cirurgias de revascularização do miocárdio, 21 pacientes que apresentaram deiscência da esternotomia foram submetidos à correção com retalho fasciocutâneo bilateral do músculo peitoral maior, incluindo parcialmente a fáscia do músculo reto abdominal. Os pacientes foram acompanhados por um mínimo de 90 dias de período pós-operatório.
RESULTADOS:
Todos os pacientes apresentaram evolução favorável no seguimento de 90 dias, não ocorrendo nenhuma parcial ou total da deiscência. Não houve nenhum caso de infecção pós-operatória.
CONCLUSÃO:
Este procedimento mostrou ser rápido e efetivo. Comparando com o uso de retalhos musculares, musculocutâneos ou de omento, foi uma cirurgia menos agressiva e que manteve a integridade dos tecidos da região. Considerou-se que essa técnica deveria ser utilizada como primeira opção, deixando os retalhos mais complexos para os casos de recidivas.

Utilização do retalho fasciocutâneo do músculo peitoral maior na deiscência de esternotomia: uma nova abordagem

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