einstein (São Paulo). 01/set/2010;8(3):339-42.

Trauma torácico: análise de 100 casos consecutivos

Maíra Benito Scapolan, Nathália Lins Pontes Vieira, Silvia Stiefano Nitrini, Roberto Saad Junior, Roberto Gonçalves, Jacqueline Arantes Giannini Perlingeiro, Jorge Henrique Rivaben

DOI: 10.1590/s1679-45082010ao1532

RESUMO
Objetivo:
Analisar os traumas torácicos atendidos pelo Serviço de Emergência do Pronto-Socorro Geral do Hospital da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Métodos:
Foi preenchido um Protocolo de Trauma Torácico com dados dos prontuários de cem pacientes atendidos em 2006 por seis meses. Utilizamos o Escore Revisado de Trauma para avaliar a gravidade da lesão e calcular a taxa de sobrevida.
Resultados:
Houve prevalência de homens entre 20 e 29 anos. Sobre as lesões, 44% eram traumas fechados e 56% traumas penetrantes, sendo desses 78,6% por arma branca e 21,4% por arma de fogo. Quanto à localização das lesões, 23% encontravam-se na transição toracoabdominal, 7% na região precordial e 70% no restante da área torácica. Dos pacientes com ferimento toracoabdominal, 22,7% eram instáveis e 77,3% estáveis. Nas lesões toracoabdominais, 40,9% apresentavam lesões diafragmáticas, e todos os pacientes eram estáveis. Entre os pacientes com ferimentos precordiais, 37,5% apresentavam lesões cardíacas, sendo estas 66,7% estáveis e 33,3% instáveis. O procedimento cirúrgico mais realizado foi a drenagem de tórax (71%).
Conclusões:
O paciente de trauma torácico mais frequente é o homem jovem, com ferimento penetrante por arma branca, estável, apresentando hemotórax sem lesões associadas, e com alta probabilidade de sobrevida.

Trauma torácico: análise de 100 casos consecutivos

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