einstein (São Paulo). 01/jun/2015;13(2):297-304.

Transplante pulmonar

José Eduardo Afonso Júnior, Eduardo de Campos Werebe, Rafael Medeiros Carraro, Ricardo Henrique de Oliveira Braga Teixeira, Lucas Matos Fernandes, Luis Gustavo Abdalla, Marcos Naoyuki Samano, Paulo Manuel Pêgo-Fernandes

DOI: 10.1590/S1679-45082015RW3156

RESUMO
O transplante pulmonar é um tratamento mundialmente aceito para alguma pneumopatias avançadas, conferindo aos receptores maior sobrevida e melhor qualidade de vida. Desde o primeiro transplante realizado com sucesso em 1983, mais de 40 mil transplantes foram feitos em todo mundo. Destes, cerca de 700 foram no Brasil. No entanto, a sobrevida do transplante é menor do que a desejada, com altos índices de mortalidade relacionados à disfunção primária do enxerto, infecções e disfunção crônica do enxerto, principalmente sob a forma da síndrome da bronquiolite obliterante. Novas tecnologias têm sido desenvolvidas para aprimoramento das diversas etapas do transplante pulmonar. Para aumentar a oferta de pulmões, o recondicionamento pulmonar ex vivo vem sendo utilizado em alguns países, inclusive no Brasil. Para suporte avançado de vida no período perioperatório, equipamentos de oxigenação extracorpórea e de suporte hemodinâmico vêm sendo utilizado como ponte para o transplante em pacientes gravemente doentes em lista de espera e para manter pacientes vivos até a resolução da disfunção primária do enxerto pós-transplante. Existe uma demanda reprimida de pacientes que necessitam de transplante pulmonar no Brasil e que nem sequer chegam a ser encaminhados a um centro transplantador, pois só existem sete deles ativos no país. É urgente a criação de novos centros capazes de realizar transplante pulmonar para oferecer a pacientes com algumas pneumopatias avançadas uma chance de viver mais e com melhor qualidade de vida.

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