einstein (São Paulo). 01/out/2010;8(4 Pt 1):410-3.

Surto de infecção por norovírus em instituição de longa permanência no Brasil

Fernando Gatti de Menezes, Vanessa Maria da Silva de Poli Correa, Fábio Gazelato de Mello Franco, Miriam Ikeda Ribeiro, Maria Fátima dos Santos Cardoso, Simone Guadagnucci Morillo, Rita de Cássia Compagnoli Carmona, Maria do Carmo Sampaio Tavares Timenetsky, Luci Correa, Jacyr Pasternak

DOI: 10.1590/S1679-45082010AO1779

RESUMO

Objetivo:

Descrever um surto de norovírus ocorrido em uma instituição de longa permanência no Brasil, de 8 a 29 de julho 2005.

Métodos:

Nas primeiras 48 a 72 horas após o início dos sintomas entre moradores da instituição de longa permanência e funcionários, as principais estratégias de controle da infecção foram: educação da equipe, reforço na higienização das mãos, implementação de precauções de contato até 48 a 72 horas após o término de sintomas, limpeza “terminal” dos quartos dos moradores e afastamento dos funcionários sintomáticos até 48 a 72 horas após o término dos sintomas. As características clínicas e epidemiológicas das infecções por norovírus foram descritas baseadas nos dados dos prontuários.

Resultados:

A incidência foi 41,3% entre moradores e 16,25% entre funcionários. O principal sintoma foi diarreia, acometendo 100% dos casos; 44% das amostras de fezes foram positivas pela análise RIDASCREEN® Norovirus, com a identificação do norovírus genogrupo II. Setenta por cento dos moradores eram do sexo feminino, com idade de 51 a 98 anos. Os moradores tinham, em média, duas comorbidades, sendo 87,3% com doenças cardiovasculares ou pulmonares e 47,6% com demência. Não houve recidiva do surto ou óbitos.

Conclusões:

As medidas precoces de prevenção associada à vigilância são estratégias que mantém as instituições de longa permanência livres de infecções por norovírus e protegem aqueles indivíduos mais vulneráveis.

Surto de infecção por norovírus em instituição de longa permanência no Brasil

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