einstein (São Paulo). 01/jun/2012;10(2):171-9.

RMf de linguagem na doença de Parkinson: levodopa versus não levodopa

Paula Ricci Arantes, Heloise Helena Gobato, Bárbara Bordegatto Davoglio, Maria Ângela Maramaldo Barreiros, André Carvalho Felício, Orlando Graziani Povoas Barsottini, Luiz Augusto Franco de Andrade, Edson Amaro Junior

DOI: 10.1590/S1679-45082012000200010

Objetivo:
Identificar o efeito da levodopa nas áreas de linguagem em pacientes com doença de Parkinson.
MÉTODOS:
Foram avaliados 50 pacientes com doença de Parkinson leve a moderada e pareados, por gênero e idade, a 47 voluntários saudáveis. Foram selecionados dois grupos homogêneos de 18 pacientes que usavam e 7 que não usavam levodopa. O exame de ressonância magnética funcional, com tarefa de fluência verbal por geração de palavras de maiores e menores demandas cognitivas, foi realizado em equipamento de 3T. Os dados foram analisados pelo programa XBAM para os mapas de grupo e as comparações ANOVA.
RESULTADOS:
Os pacientes sem utilização de levodopa tiveram maior ativação nas áreas frontais mediais e esquerdas e áreas parieto-occipitais que com levodopa. A ativação estriatal nos pacientes em uso de levodopa foi similar à detectada no grupo de voluntários saudáveis.
CONCLUSÃO:
Pacientes com doença de Parkinson, sem utilização de levodopa durante o esforço da fluência verbal, tiveram ativação mais difusa e intensa, principalmente no hemisfério esquerdo, em áreas frontais e parieto-occipitais. A atividade cerebral estriatal na fluência verbal de pacientes em uso de levodopa foi semelhante a dos voluntários saudáveis. Essas evidências iniciais sugerem um papel inibidor da levodopa na ativação compensatória de áreas parieto-occipitais.

RMf de linguagem na doença de Parkinson: levodopa versus não levodopa

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