einstein (São Paulo). 01/jan/2017;15(1):29-33.

Registro da pressão arterial em unidade de emergência

Ana Carolina Queiroz Godoy Daniel, Juliana Pereira Machado, Eugenia Velludo Veiga

DOI: 10.1590/S1679-45082017AO3737

RESUMO

Objetivo

Analisar a frequência de registros da pressão arterial realizados por profissionais de enfermagem em uma unidade de emergência.

Métodos

Estudo transversal, observacional, descritivo e analítico, que incluiu registros de pacientes adultos admitidos em leitos de observação de uma unidade de emergência no período de março a maio de 2014. Os dados foram obtidos por meio de um instrumento de coleta de dados dividido em três partes: identificação do paciente, dados de triagem e registro da pressão arterial. Para a análise estatística, foi utilizado o coeficiente de correlação de Pearson, com nível de significância de α<0,05.

Resultados

Foram analisados 157 prontuários e realizadas 430 medidas da pressão arterial, com média de três aferições por paciente; 46,5% dos valores obtidos estavam alterados. O tempo médio de admissão até o registro da primeira pressão arterial foi de 2,5 minutos, e de 42 minutos entre as medidas subsequentes. Não foi encontrada correlação entre os valores de pressão arterial sistólica e o intervalo médio de tempo entre os registros da pressão arterial: 0,173 (p=0,031).

Conclusão

O presente estudo não encontrou correlação entre frequência de verificação da pressão arterial e os valores de pressão arterial. A frequência do registro da pressão arterial aumentou de acordo com a gravidade do paciente e diminuiu durante seu tempo de permanência no serviço de emergência.

Registro da pressão arterial em unidade de emergência

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