einstein (São Paulo). 06/abr/2018;16(1):eRW4007.

Protocolos quimioterápicos e incidência de mucosite bucal. Revisão integrativa

Marina Curra, Luiz Alberto Valente Soares Junior, Manoela Domingues Martins, Paulo Sérgio da Silva Santos

DOI: 10.1590/S1679-45082018RW4007

RESUMO

Esta revisão teve como objetivo analisar a produção científica sobre a gravidade da mucosite oral como efeito adverso da quimioterapia. Para tal, nos bancos de dados do PubMed, foi realizada uma busca com a associação dos descritores “oral mucositis” com “chemotherapy protocol”. Para descrição da investigação, foram consideradas como variáveis: periódico, ano/local, delineamento da pesquisa, amostra, protocolo utilizado e incidência de mucosite oral. Foram analisados 547 artigos e, destes, 26 foram selecionados. Destes 26, apenas 2 tinham como objetivo avaliar a gravidade de mucosite oral; nos outros, a mucosite oral foi apenas relatada. Protocolos para tratamento de diferentes tipos de carcinoma foram avaliados em 16 (61,53%) estudos, para neoplasias hematológicas, em 6 (23,07%), e para transplante de células tronco hematopoiéticas em 4 (15,4%). Protocolos para transplante de células tronco hematopoiéticas são de alto risco para o desenvolvimento de mucosite oral, da mesma forma que os quimioterápicos citarabina e 5-fluorouracil em altas doses, agentes alquilantes e compostos derivados da platina. A fim de oferecer prevenção e tratamento mais adequados para mucosite oral, é imprescindível que se conheçam os protocolos quimioterápicos utilizados e seus efeitos sobre a cavidade oral.

Protocolos quimioterápicos e incidência de mucosite bucal. Revisão integrativa

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