einstein (São Paulo). 01/jul/2017;15(3):295-306.

Preferências dos cirurgiões ortopédicos para o tratamento da fratura do terço médio da clavícula em adultos

Adilson Sanches de Oliveira Junior, Bruno Braga Roberto, Mario Lenza, Guilherme Figueiredo Pintan, Benno Ejnisman, Breno Schor, Eduardo da Frota Carrera, Joel Murachovsky

DOI: 10.1590/S1679-45082017AO4043

RESUMO

Objetivo

Determinar a prática clínica atual na América Latina para o tratamento das fraturas do terço médio da clavícula, incluindo abordagens cirúrgicas e não cirúrgicas.

Métodos

Estudo transversal com aplicação de questionário descritivo. Cirurgiões de ombro e cotovelo da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo e da Sociedade Latino-Americana de Ombro e Cotovelo foram contatados e convidados a completar um breve questionário (SurveyMonkey®) sobre o manejo das fraturas do terço médio da clavícula. Foram excluídas as respostas incompletas ou inconsistentes.

Resultados

O tipo de classificação radiográfica utilizada de preferência esteve de acordo com a descrição da morfologia da fratura, representando 41% do total dos participantes. Em segundo lugar, apareceu a classificação de Allman, que foi utilizada por 24,1% dos participantes. Nas indicações de tratamento cirúrgico, as indicações com encurtamento e iminência de exposição da pele foram estatisticamente significativas. Tratamento conservador foi prescrito em caso de contato entre as corticais. Como método de imobilização, a tipoia simples foi a preferência, e o tempo de tratamento foi de 4 a 6 semanas. Apesar do resultado sem significância estatística, a placa bloqueada foi a opção preferencial nos casos cirúrgicos.

Conclusão

A metodologia de tratamento das fraturas do terço médio da clavícula nos países da América Latina é semelhante, assim como com a literatura atual.

Preferências dos cirurgiões ortopédicos para o tratamento da fratura do terço médio da clavícula em adultos

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