einstein (São Paulo). 01/abr/2011;9(2 Pt 1):135-9.

Prática de transfusão de concentrado de hemácias em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica

Cibele Mendes, Dafne Cardoso Bourguignon da Silva, Rodrigo Genaro Arduini, Eduardo Juan Troster

DOI: 10.1590/S1679-45082011AO1884

RESUMO

Objetivo:

Descrever a população de crianças que recebeu transfusão de glóbulos vermelhos.

Métodos:

Estudo retrospectivo observacional, realizado no Centro de Terapia Intensiva Pediátrico do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 2004, com crianças que receberam transfusão de glóbulos vermelhos.

Resultados:

A transfusão de glóbulos vermelhos foi realizada em 50% dos pacientes internados. A idade mediana foi de 18 meses e o principal motivo de internação foi insuficiência respiratória (35% dos casos). Doença de base estava presente em 84% dos casos e disfunção de múltiplos órgãos e sistemas em 46,2% dos casos. A mediana da concentração de hemoglobina pré-transfusional foi de 7,8 g/dL. Os pacientes transfundidos estavam sendo submetidos a algum procedimento terapêutico em 82% dos casos.

Conclusão:

São realizadas transfusões de glóbulos vermelhos em todas as idades. A concentração de hemoglobina e a taxa de hematócrito são os principais dados utilizados para a indicação dessas transfusões. O lactato sérico arterial e a SvO2 foram pouco utilizados. A maioria dos pacientes transfundidos foi submetida a algum procedimento terapêutico e, em muitos casos, foram realizadas transfusões em pacientes que apresentam disfunção de múltiplos órgãos e sistemas.

Prática de transfusão de concentrado de hemácias em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica

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