einstein (São Paulo). 01/mar/2014;12(1):1-5.

Morbidade por trauma em crianças moradoras da comunidade de Paraisópolis, São Paulo, Brasil

Renata Dejtiar Waksman, Renato Melli Carrera, Erica Santos, Sulim Abramovici, Cláudio Schvartsman

DOI: 10.1590/S1679-45082014AO2434

Objetivo:
Identificar os fatores determinantes de lesões não intencionais na população pediátrica residente na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo.
Métodos
: Estudo transversal, não controlado. Os dados coletados durante 4 meses consecutivos, por meio de questionários preenchidos para o Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis foram: identificação do paciente e familiares, escolaridade, condições da moradia, armazenamento de produtos perigosos, acesso à rua e à laje, supervisão e mecanismo de trauma envolvido. Os dados observados foram tratados por meio de frequências absolutas e relativas; foram empregados os testes χ2, exato de Fisher, t de Student Mann-Whitney, com nível de significância de 5% (p<0,05).
Resultados
: Foram analisados 1.490 questionários. Houve predominância de traumatismos entre meninos (59,6%) e a média de idade foi de 5,2 anos. Ensino Fundamental incompleto foi o nível de escolaridade predominante entre os pais. O cuidador principal identificado foi a mãe (69,4%). Das crianças que sofreram trauma, 56,4% pertenciam a famílias numerosas (≥6 pessoas), moravam em casas de até três cômodos com renda familiar de até R$ 1.000,00 (76,6%). O acesso fácil a substâncias perigosas foi considerável, e o livre acesso a lajes foi relatado em 92,8% dos casos. Os principais mecanismos de trauma foram quedas e queimaduras. Neste estudo, a criança vítima de queda tinha menos de 5 anos de idade.
Conclusão
: Crianças pequenas que vivem em um ambiente de risco apresentam tendência significativa a sofrer eventos traumáticos.

Morbidade por trauma em crianças moradoras da comunidade de Paraisópolis, São Paulo, Brasil

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