einstein (São Paulo). 01/jun/2010;8(2):235-40.

Indicações de biópsia do linfonodo sentinela em melanomas finos

Fernanda Braga Silva, Renato Santos de Oliveira Filho, Wagner Iared, Álvaro Nagib Atallah, Ivan Dunchee de Abranches Oliveira Santos, Lydia Masako Ferreira

DOI: 10.1590/s1679-45082010rw1424

RESUMO
Objetivo:
Avaliar dados sobre sobrevida, recorrência e fatores histológicos nos casos de linfonodo sentinela positivo e negativo em melanomas finos.
Métodos:
Realizou-se uma revisão sistemática de estudos observacionais em quatro bancos de dados (Biblioteca Cochrane, Medline, Embase e Lilacs). Micrometástases positivas e negativas em biópsia de linfonodo sentinela foram comparadas com relação aos desfechos clínicos – morte e recorrência – e a seis fatores histológicos dos melanomas finos – fator de crescimento vertical, índice de Breslow, nível de Clark, ulceração, regressão e índice mitótico.
Resultados:
Linfonodo sentinela positivo está estatisticamente associado a maior risco de morte em seis estudos (OR: 7,2; IC95% [2,37-21,83]; I2 0%) e associa-se a maior recorrência em três estudos (OR: 30,7; IC95% [12,58-74,92]; I2 36%). Os fatores histológicos preditivos de positividade do linfonodo sentinela com associação estatisticamente significativa são: índice mitótico ≥ 5/mm2 (OR: 16,29; IC95% [3,64-72,84]; I2 40%); fase de crescimento vertical (VGP) (OR: 2,93; IC95% [1,08-7.93]; I2 59%); Breslow ≥ 0,75 mm (OR: 2,23; IC95% [1,29-3,86]; I2 0%); e nível de Clark IV-V (OR: 1,61; IC95% [1,06-2,44]; I2 34%).
Conclusões:
Os seguintes resultados estavam associados à presença de micrometástases nos melanomas finos e foram estatisticamente significativos: Breslow ≥ 0,75 mm, Clark IV-V, índice mitótico ≥ 5/ mm2 e ausência de regressão. O fator histológico ulceração foi associado à presença de micrometástases, porém, sem significância estatística.

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