einstein (São Paulo). 09/jun/2015;13(2):226-31.

Fatores de risco para estridor pós-extubação em crianças: o papel da cânula orotraqueal

Milena Siciliano Nascimento, Cristiane Prado, Eduardo Juan Troster, Naiana Valério, Marcela Batan Alith, João Fernando Lourenço de Almeida

DOI: 10.1590/S1679-45082015AO3255

Objetivo
Determinar os fatores de risco associados ao estridor, com especial atenção para o papel da cânula orotraqueal.
Métodos
Análise prospectiva de todos os pacientes entubados submetidos à ventilação mecânica no período de janeiro de 2008 a abril de 2011. Os fatores relevantes para estridor coletados foram idade, peso, tamanho e tipo da cânula orotraqueal, diagnóstico, e duração da ventilação mecânica. Os efeitos das variáveis sobre estridor foram avaliados utilizando modelos de regressão logística uni e multivariada.
Resultados
Foram incluídos 136 pacientes. A média de idade foi 1,4 ano (3 dias a 17 anos). O tempo médio de ventilação mecânica foi 73,5 horas. Apresentaram estridor após extubação 56 pacientes (41,2%). A taxa de reintubação foi de 19,6% e 12,5% em pacientes com ou sem estridor, respectivamente. A duração da ventilação mecânica (>72 horas) foi associada a um maior risco de estridor (odds ratio de 8,60; intervalo de confiança de 95% de 2,98-24,82; p<0,001). A presença da cânula orotraqueal não foi associada ao estridor (odds ratio de 0,98; intervalo de confiança de 95% de 0,46- 2,06; p=0,953).
Conclusão
O principal fator de risco para estridor após extubação em nossa população foi o tempo de ventilação mecânica. A presença da cânula orotraqueal não foi associada a maior risco de estridor, reforçando o uso de cânulas com balonete em crianças com dificuldade respiratória.

Fatores de risco para estridor pós-extubação em crianças: o papel da cânula orotraqueal

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