einstein (São Paulo). 16/dez/2014;12(4):480-4.

Estresse oxidativo e lipoproteínas plasmáticas em pacientes com câncer

Fernanda Maria Machado Maia, Emanuelly Barbosa Santos, Germana Elias Reis

DOI: 10.1590/S1679-45082014RC3110

Objetivo
Avaliar a relação entre estresse oxidativo e perfil lipídico em pacientes com diferentes tipos de câncer.
Métodos
Estudo do tipo observacional transversal. Foram avaliados 58 indivíduos, sendo 33 do sexo masculino, divididos em dois grupos de 29 pacientes cada: o Grupo 1 foi formado por pacientes com câncer do trato digestivo e órgãos anexos; o Grupo 2 foi formado por pacientes com outros tipos de câncer, todos internados em um hospital público. Foram analisadas concentrações plasmáticas (colesterol total, HDL e triacilglicerol, entre outras), por meio de kits enzimáticos, e o estresse oxidativo, com base em substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico, por meio da formação de malondialdeído.
Resultados
Na mediana, os pacientes apresentaram valores altos de malondialdeído (5,00μM) quando comparados ao valor de 3,31μM para indivíduos saudáveis. A mediana do perfil lipídico exibiu valores de triacilgliceróis normais (138,78±89,88mg/dL), colesterol total com valores desejáveis (163,04±172,38mg/dL), LDL com limiar elevado (151,30±178,25mg/dL) e HDL baixo (31,70±22,74mg/dL). Os níveis medianos de HDL do Grupo 1 foram mais baixos (31,32mg/dL) do que dos pacientes oncológicos do Grupo 2 (43,67mg/dL) (p=0,038). O Grupo 1 apresentou níveis mais altos de estresse oxidativo (p=0,027).
Conclusão
O perfil lipídico de pacientes com câncer apresentou-se desfavorável, o que parece ter contribuído para uma maior taxa de peroxidação lipídica, gerando um significativo estresse oxidativo.

Estresse oxidativo e lipoproteínas plasmáticas em pacientes com câncer

43

Comentários