einstein (São Paulo). 08/dez/2017;00(00):00.

Escores TISS-28 versus NEMS para dimensionar a equipe de enfermagem em unidade de terapia intensiva pediátrica

Kelly Dayane Stochero Velozo, Pedro Celiny Ramos Garcia, Jefferson Pedro Piva, Humberto Holmer Fiori, Daiane Drescher Cabral, Paulo Roberto Einloft, Francisco Bruno, Cristian Tedesco Tonial, Caroline Abud Drumond Costa, Simone Travi Canabarro

DOI: 10.1590/S1679-45082017AO4028

RESUMO

Objetivo:

Estimar a carga de trabalho e dimensionar a equipe de enfermagem utilizando as escalas TISS-28 e NEMS em uma unidade de terapia intensiva pediátrica.

Métodos:

Estudo prospectivo observacional com abordagem quantitativa, realizado na unidade de terapia intensiva pediátrica de um hospital universitário, no período de 1o de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2009. Foram incluídas todas as crianças que permaneceram internadas por mais de 8 horas, com duração de internação de 4 horas em caso de óbito. Foram coletados os dados clínicos, e determinados o Paediatric Index of Mortality 2 e as escalas TISS-28 e NEMS. O TISS-28 e o NEMS foram convertidos em horas de trabalho da equipe de enfermagem, e o dimensionamento seguiu os parâmetros do Conselho Federal de Enfermagem. A correlação de Pearson e o modelo de Bland-Altman foram utilizados para verificar a associação e a concordância entre os instrumentos.

Resultados:

Foram incluídas 459 crianças, totalizando 3.409 observações. As médias do TISS-28 e do NEMS foram 20,8±8 e 25,2±8,7 pontos, respectivamente. A carga de trabalho de enfermagem foi de 11 horas pelo TISS-28 e 13,3 horas pelo NEMS. A estimativa do número de profissionais pelo TISS-28 e NEMS foi de 29,6 e 35,8 profissionais, respectivamente. O TISS-28 e o NEMS apresentaram correlação e concordância adequadas.

Conclusão:

O tempo despendido nas atividades de enfermagem e o dimensionamento da equipe refletido pelo NEMS foram significativamente maiores quando comparados ao TISS-28.

Escores TISS-28 versus NEMS para dimensionar a equipe de enfermagem em unidade de terapia intensiva pediátrica

Comentários