einstein (São Paulo). 01/mar/2012;10(1):22-8.

Escore de Apgar e mortalidade neonatal em um hospital localizado na zona sul do município de São Paulo

Tatiana Gandolfi de Oliveira, Paula Vieira Freire, Flávia Thomé Moreira, Juliana da Silva Bemfeito de Moraes, Raquel Coris Arrelaro, Sarah Rossi, Viviane Alves Ricardi, Yara Juliano, Neil Ferreira Novo, José Ricardo Dias Bertagnon

DOI: 10.1590/S1679-45082012000100006

Objetivo:
Correlacionar o escore de Apgar e a mortalidade neonatal e suas causas em um hospital localizado na zona Sul do município de São Paulo.
MÉTODOS:
Estudo retrospectivo por análise de prontuário (n=7.094), de todos os recém-nascidos vivos, no período de 2005 a 2009, com dados referentes até os 28 dias de vida, quanto a peso, escore de Apgar, sobrevida e causa de mortalidade. Os casos foram analisados pelo teste do X² (p < 0,05).
RESULTADOS:
Nos 7.094 nascimentos, houve 139 óbitos, 58,3% na primeira semana, 3,6% com Apgar < 4 no 1º minuto. Foi encontrada associação positiva entre mortalidade e essa variável, com valores decrescentes significantemente até o peso de 2.000 g. No grupo de peso < 1.000 g, a associação do Apgar < 4 no 1º minuto com mortalidade foi três vezes maior do que no grupo 1.000 a 1.500 g e 35 vezes maior do que no grupo > 3.000 g. Entre os recém-nascidos com Apgar de 8 a 10, a mortalidade entre baixo peso foi duas vezes maior do que nos de peso > 2.499 g. O sofrimento fetal e a prematuridade se associaram a óbito neonatal precoce; malformações e o sofrimento fetal à mortalidade tardia. O valor preditivo de morrer quando o Apgar < 4 variou, conforme o peso, entre 62,74% no grupo < 1.000 g a 5,5% no grupo > 3.000 g.
CONCLUSÕES:
O escore de Apgar se mostrou ligado a fatores epidemiológicos e de atenção ao parto, à mortalidade neonatal e se associou a extremo baixo peso.

Escore de Apgar e mortalidade neonatal em um hospital localizado na zona sul do município de São Paulo

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