einstein (São Paulo). 28/jan/2019;17(1):eAO4515.

Detecção de Streptococcus mutans em amostras de saliva e colostro

Camilla Beatriz da Silva ORCID logo , Marcelly Milhomem Mendes ORCID logo , Bárbara Rocha Rodrigues ORCID logo , Thiago Lima Pereira ORCID logo , Denise Bertulucci Rocha Rodrigues ORCID logo , Virmondes Rodrigues Junior ORCID logo , Virginia Paes Leme Ferriani ORCID logo , Vinicius Rangel Geraldo-Martins ORCID logo , Ruchele Dias Nogueira ORCID logo

DOI: 10.31744/einstein_journal/2019AO4515

RESUMO

Objetivo

Detectar Streptococcus mutans no colostro e na saliva de recém-nascido, e comparar com a detecção na saliva da mãe.

Métodos

Foram incluídos no estudo 43 mulheres saudáveis, com gestações a termo e sem complicações, que tiveram cesariana eletiva, e seus recém-nascidos. As amostras foram investigadas por reação de polimerase em cadeia para a detecção de S. mutans em material genético extraído das amostras.

Resultados

Cerca de 16% das amostras de colostro apresentaram S. mutans , não sem correlação com a presença das bactérias em ambas amostras de saliva. S. mutans foi detectado em 49 e 30% das amostras de saliva das mães e recém-nascidos, respectivamente. Houve correlação positiva na detecção de S. mutans entre os tipos de saliva. O número de amostras de saliva materna com S. mutans detectável foi menor nas mulheres que receberam tratamento odontológico durante a gravidez. A escovação três vezes ao dia influenciou na detecção do S. mutans tanto no saliva quanto no colostro.

Conclusão

Embora a saliva materna possa apresentar S. mutans , poucas amostras de colostro apresentam a bactéria. A presença de bactéria na saliva de neonatos pode estar relacionada ao contato antes do nascimento. O tratamento odontológico e os hábitos de higiene parecem influenciar na detecção de S. mutans em amostras de saliva e colostro maternos.

Detecção de Streptococcus mutans em amostras de saliva e colostro

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