einstein (São Paulo). 01/dez/2015;13(4):506-9.

Considerar diâmetro apenas maior que 6mm como suspeita de malignidade de melanoma pode prejudicar pacientes

Renato Santos de Oliveira Filho, Daniel Arcuschin de Oliveira, Murilo Costa Souza, Mariane da Silva, Mireille Darc Cavalcanti Brandão

DOI: 10.1590/S1679-45082015AO3436

RESUMO
Objetivo
Analisar a distribuição do maior diâmetro reportado no laudo histopatológico de portadores de melanoma cutâneo.
Métodos
Os dados foram obtidos de pacientes atendidos de 1994 a 2015. Data, sexo, idade, diâmetro máximo, subtipo histopatológico, sítio primário, espessura microscópica, mitoses, ulceração, fase de crescimento e regressão foram as variáveis estudadas. O estudo foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa na Plataforma Brasil. Os pacientes foram agrupados em diâmetro menor (≤6mm) e maior (>6mm). Análise estatística utilizou o teste χ2 (p<0,05).
Resultados
Dos 292 pacientes analisados, 123 foram atendidos entre 1994 e 2004, e 169 entre 2005 e 2015, sendo 151 mulheres e 141 homens, com média de idade de 52 anos. Os diâmetros variaram de 2 a 76mm (média de 14mm), sendo 81 pacientes com diâmetro menor que 6mm e 211 com diâmetro maior. Dos 81 pacientes com diâmetro menor, 29 apresentavam melanoma invasivo, enquanto 179 dos 211 com diâmetro maior eram invasivos. Houve também diferença de frequência da fase de crescimento vertical.
Conclusão
Diâmetro de lesões pigmentadas menor que 6mm não deve ser fator excludente para realização de biópsias, especialmente para paciente de risco para câncer de pele.

Considerar diâmetro apenas maior que 6mm como suspeita de malignidade de melanoma pode prejudicar pacientes

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