einstein (São Paulo). 01/dez/2013;11(4):479-85.

Conhecimento médico sobre as imunodeficiências primárias na cidade de São Paulo, Brasil

Ellen de Oliveira Dantas, Carolina Sanchez Aranda, Fernanda Aimée Nobre, Kristine Fahl, Juliana Themudo Lessa Mazzucchelli, Erika Felix, Dora Lisa Friedlander-Del Nero, Victor Nudelman, Flavio Sano, Antonio Condino-Neto, Elaine Damasceno, Beatriz Tavares Costa-Carvalho

DOI: 10.1590/S1679-45082013000400013

Objetivo:
Avaliar o conhecimento médico sobre as imunodeficiências primárias na cidade de São Paulo (SP).
MÉTODOS:
Um questionário de 14 questões sobre as imunodeficiências primárias foi aplicado a médicos que trabalhavam em hospitais gerais. Uma das questões apresentava 25 situações clínicas que poderiam ou não estar associadas às imunodeficiências primárias, e a porcentagem de respostas apropriadas gerou um indicador de conhecimento.
RESULTADOS:
Participaram do estudo 746 médicos, dentre os quais 215 pediatras (28,8%), 244 cirurgiões (32,7%) e 287 clínicos (38,5%). Cerca de 70% dos médicos responderam ter aprendido sobre as imunodeficiências primárias na graduação ou na residência médica. O atendimento a pacientes que usam antibióticos com frequência foi relatado por 75% dos médicos, mas apenas 34,1% já haviam investigado algum paciente e 77,8% não conheciam os dez sinais de alerta para as imunodeficiências primárias. O indicador de conhecimento obtido apresentou uma média de 45,72% (±17,87). Apenas 26,6% dos pediatras e 6,6% tanto dos clínicos quanto dos cirurgiões apresentaram indicador de conhecimento de pelo menos 67% (equivalente à resposta apropriada em dois terços das situações clínicas).
CONCLUSÃO:
Há uma deficiência no conhecimento médico das imunodeficiências primárias na cidade de São Paulo, mesmo entre os pediatras, a despeito do maior contato com o tema nos últimos anos. A melhora da informação sobre as imunodeficiências primárias entre a comunidade médica é um importante passo para o diagnóstico e o tratamento precoces dessas doenças.

Conhecimento médico sobre as imunodeficiências primárias na cidade de São Paulo, Brasil

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