einstein (São Paulo). 01/jun/2015;13(2):221-5.

Avaliação da aderência à diretriz de cuidados para náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia

Monique Sedlmaier França, Pedro Luiz Serrano Usón Junior, Yuri Philippe Pimentel Vieira Antunes, Bernard Lobato Prado, Carlos del Cistia Donnarumma, Taciana Sousa Mutão, Heloisa Veasey Rodrigues, Auro del Giglio

DOI: 10.1590/S1679-45082015AO3097

RESUMO
Objetivo:
Avaliar a adesão dos médicos prescritores, de um centro privado especializado em oncologia, à diretriz de antiêmese profilática da American Society of Clinical Oncology, no primeiro ciclo de quimioterapia antineoplásica.
Métodos:
Foram avaliados retrospectivamente 139 esquemas de quimioterapia, de 105 pacientes, tratados no período de 2011 a 2013.
Resultados:
Foram observados 78% de taxa de não adesão à diretriz. As principais discordâncias com a diretriz foram prescrição de doses mais elevadas de dexametasona e uso excessivo de antagonista 5-HT3 para regimes de quimioterapia de risco emetogênico baixo. Pela análise univariada, malignidades hematológicas (p=0,005), uso de dois ou mais quimioterápicos (p=0,05) e regimes de alto risco emetogênico (p=0,012) foram fatores estatisticamente associados a maior adesão à diretriz. O tratamento baseado em paclitaxel foi o único fator estatisticamente significativo para a não adesão (p=0,02). Pela análise multivariada, a quimioterapia de alto risco emetogênico apresentou maior correlação com a adesão à diretriz (p=0,05)..
Conclusão:
Houve maior aderência para a quimioterapia de alto risco emetogênico. Esforços educacionais devem se concentrar mais intensamente na gestão de regimes de quimioterapia com potencial emetogênico baixo e moderado. Talvez o desenvolvimento de lembretes gerados por sistemas informatizados possa melhorar a aderência à diretriz.

Avaliação da aderência à diretriz de cuidados para náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia

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