einstein (São Paulo). 01/mar/2015;13(1):136-41.

Transplante intestinal e multivisceral

Sérgio Paiva Meira Filho, Bianca Della Guardia, Andréia Silva Evangelista, Celso Eduardo Lourenço Matielo, Douglas Bastos Neves, Fernando Luis Pandullo, Guilherme Eduardo Gonçalves Felga, Jefferson André da Silva Alves, Lilian Amorim Curvelo, Luiz Gustavo Guedes Diaz, Marcela Balbo Rusi, Marcelo de Melo Viveiros, Marcio Dias de Almeida, Marina Gabrielle Epstein, Pamella Tung Pedroso, Paolo Salvalaggio, Roberto Ferreira Meirelles Júnior, Rodrigo Andrey Rocco, Samira Scalso de Almeida, Marcelo Bruno de Rezende

DOI: 10.1590/S1679-45082015RW3155

O transplante de intestino, ao redor do mundo, tem crescido de maneira sólida e consistente nos últimos 10 anos. No final da década de 1990, passou de um modelo experimental para uma prática clínica rotineira no tratamento dos pacientes com complicação severa da nutrição parenteral total com falência intestinal. Nos últimos anos, vários centros têm relatado uma crescente melhora nos resultados de sobrevida do transplante no primeiro ano (ao redor de 80%), porém, a longo prazo, ainda é desafiador. Diversos avanços permitiram sua aplicação clínica. O surgimento de novas drogas imunossupressoras, como o tacrolimus, além das drogas indutoras, os anticorpos antilinfocíticos mono e policlonal, nos últimos 10 anos, foi de suma importância para a melhora da sobrevida do transplante de intestino/multivisceral, mas, apesar dos protocolos bastante rígidos de imunossupressão, a rejeição é bastante frequente, podendo levar a altas taxas de perdas de enxerto a longo prazo. O futuro do transplante de intestino e multivisceral parece promissor. O grande desafio é reconhecer precocemente os casos de rejeição, prevenindo a perda do enxerto e melhorando os resultados a longo prazo, além das complicações causadas por infecções oportunistas, doenças linfoproliferativas pós-transplante e a doença do enxerto contra hospedeiro.

Transplante intestinal e multivisceral

166

Comentários