einstein (São Paulo). 15/ago/2016;14(3):420-2.

Pneumatose intestinal após quimioterapia com etoposídeo em paciente com câncer de pulmão de pequenas células: sucesso com conduta conservadora em uma condição rara

Luiza Dib Batista Bugiato Faria, Carlos Henrique dos Anjos, Gustavo dos Santos Fernandes, Igor Fernando da Silva Carvalho

DOI: 10.1590/S1679-45082016RC3597

RESUMO
Paciente do gênero masculino, 69 anos, fumante, diagnosticado com câncer de pulmão de pequenas células, metastático para pulmão, fígado e sistema nervoso central. Foi administrada quimioterapia com carboplatina AUC 5 no dia 1 e etoposídeo 100mg/m2 nos dias 1, 2 e 3. Durante o primeiro ciclo, o paciente apresentou neutropenia febril e distensão abdominal. Tomografias de tórax, abdome e pelve detectaram gás dissecando a parede do cólon sigmoide, com extensão para o mesossigmoide. O paciente não apresentava dor abdominal, náusea, vômito e não tinha sinais de irritação peritoneal, taquicardia ou instabilidade hemodinâmica compatíveis com perfuração ou abdome agudo. O achado radiológico foi interpretado como pneumatose intestinal causada por etoposídeo. A resolução do quadro ocorreu após suplementação de oxigênio. O segundo ciclo foi administrado após resolução completa do quadro, com redução da dose do quimioterápico em 30%. O paciente evoluiu de forma bastante satisfatória.

Pneumatose intestinal após quimioterapia com etoposídeo em paciente com câncer de pulmão de pequenas células: sucesso com conduta conservadora em uma condição rara

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