einstein (São Paulo). 01/jul/2017;15(3):7-10.

Nova recomendação do US Preventive Service Task Force para rastreamento do câncer de próstata: uma mudança necessária, mas ainda insuficiente

Marcelo Langer Wroclawski

DOI: 10.1590/S1679-45082017ED4151

O rastreamento do câncer de próstata (CaP) é um tema que permanece controverso, apesar de mais de duas décadas de pesquisas. Desde o início da utilização do antígeno prostático específico (PSA) na prática clínica, na década de 1990, a mortalidade do CaP diminuiu cerca de 50% e acredita-se que 45 a 70% desta redução possa ser atribuída a políticas de rastreamento, diagnóstico e tratamento precoce.() Por outro lado, o rastreamento indiscriminado pode provocar malefícios, pois leva à realização de biópsias prostáticas desnecessárias, com seus possíveis efeitos-colaterais, como infecção e sangramento, e também propicia o overdiagnosis e overtreatment do CaP, nos quais tumores clinicamente não significativos são diagnosticados e tratados, talvez sem nenhum benefício ao paciente, e causando potenciais eventos adversos, como incontinência urinária e disfunção erétil − com consequente piora da qualidade de vida.

A polêmica tornou-se ainda mais intensa quando, em 2012, o US Preventive Service Task Force (USPSTF) recomendou que não mais se utilizasse o PSA como ferramenta para rastreamento do câncer de próstata (grau de recomendação D), independentemente de idade.()

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Nova recomendação do US Preventive Service Task Force para rastreamento do câncer de próstata: uma mudança necessária, mas ainda insuficiente

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