einstein (São Paulo). 01/set/2016;14(3):324-9.

Fatores associados a alterações mamográficas em mulheres submetidas ao rastreamento do câncer de mama

Ricardo Soares de Sant'Ana, Jacó Saraiva de Castro Mattos, Anderson Soares da Silva, Luanes Marques de Mello, Altacílio Aparecido Nunes

DOI: 10.1590/S1679-45082016AO3708

RESUMO
Objetivo:
Avaliar a associação de fatores sociodemográficos, antropométricos e epidemiológicos com o resultado das mamografias de mulheres submetidas ao rastreamento.
Métodos:
Trata-se de um estudo transversal com dados obtidos por meio de entrevistas, avaliação antropométrica e mamografia de 600 mulheres entre 40 a 69 anos, atendidas no Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, em 2014. Os resultados de tais exames nas categorias BI-RADS 1 e 2 foram agrupados e classificados neste estudo como achado mamográfico normal, e aqueles das categorias BI-RADS 3, 4A, 4B, 4C e 5 como achado mamográfico alterado. Na análise estatística, utilizou-se o teste t de Student para comparar as médias, bem como odds ratio (OR), com seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%), na verificação de associação por análise multivariada.
Resultados:
Das 600 mulheres avaliadas, 45% pertenciam à faixa etária dos 40 a 49 anos e 60,2% foram classificadas na categoria BI-RADS 2. Na análise multivariada, verificou-se que as mulheres com hipertensão arterial (OR: 2,64; IC95%: 1,07–6,49; p<0,05) apresentaram maiores chances de alteração na mamografia, enquanto que atividade física foi associada à menor chance (OR: 0,30; IC95%: 0,11–0,81; p<0,05)..
Conclusão:
Mulheres hipertensas submetidas à mamografia de rastreamento tiveram maiores chances de apresentarem alterações mamográficas, ao passo que mulheres praticantes de atividade física apresentaram uma chance menor (70%) de terem alteração na mama em relação às sedentárias.

Fatores associados a alterações mamográficas em mulheres submetidas ao rastreamento do câncer de mama

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