einstein (São Paulo). 01/out/2010;8(4 Pt 1):488-94.

Cirurgia endovascular em ginecologia

Marcos de Lorenzo Messina, Fernanda Deutsch, Eduardo Zlotnik, Felipe Nasser, Breno Boueri Affonso, Nilson Roberto de Melo, Edmund Chada Baracat

DOI: 10.1590/S1679-45082010RW1372

RESUMO

A cirurgia endovascular apresentou grande evolução a partir de 1960, com Charles Dotter, ao modificar o conceito de utilização de cateteres como meio diagnóstico e introduzir a terapêutica no ambiente vascular intervencionista. Os primeiros relatos de contenção de sangramento do trato gastrintestinal e angioplastia transluminal impulsionaram o desenvolvimento de novas técnicas de acesso endovascular, e a utilização de novos materiais como os microcateteres e agentes embolizantes tornaram o procedimento efetivo e viável no tratamento de diversas doenças. A embolização de diversos órgãos do corpo humano é procedimento realizado há mais de 30 anos em todo o mundo, mostrando ser seguro, eficaz e de simples execução. Particularmente em ginecologia e obstetrícia, os primeiros relatos referem-se à contenção de hemorragias pélvicas de etiologia variada, incluindo trauma pélvico, neoplasias de bexiga e ginecológicas, fístulas arteriovenosas e hemorragias puerperais. A embolização do mioma uterino surgiu em 1990 como alternativa ao tratamento cirúrgico do leiomioma uterino, sendo que vários estudos buscam esclarecer riscos e benefícios desse procedimento. Trata-se de uma técnica multidisciplinar, cujo diagnóstico e indicação são feitos pelo ginecologista e o procedimento pelo radiologista vascular intervencionista. Esta revisão é uma análise crítica de métodos radiológicos vasculares intervencionistas e suas principais indicações terapêuticas em ginecologia.

Cirurgia endovascular em ginecologia

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