einstein (São Paulo). 01/jun/2013;11(2):158-62.

Atitude dos médicos em relação ao tabagismo em um hospital particular da cidade de São Paulo

Alessandra Maria Julião, Ana Luiza Lourenço Simões Camargo, Vanessa de Albuquerque Cítero, Mara Fernandes Maranhão, Alfredo Maluf Neto, Ângela Tavares Paes, Milton Glezer, Miguel Cendoroglo Neto, Cláudio Schvartsman

DOI: 10.1590/S1679-45082013000200004

Objetivo:
Observar se os médicos identificam e se tratam o tabagismo de seus pacientes, bem como investigar possíveis associações entre essas práticas e os seguintes fatores: gênero, idade, estado civil, especialidade médica e tabagismo do médico.
MÉTODOS:
Estudo transversal realizado com 515 médicos atuantes em um hospital particular da cidade de São Paulo, por meio de um questionário confidencial enviado e respondido por e-mail.
RESULTADOS:
Dentre os médicos, 89% frequentemente ou sempre pergunta se seus pacientes fumam, enquanto apenas 39% respondeu que frequentemente ou sempre trata essa condição. A taxa observada de tabagismo entre os médicos foi de 5,8%. Entre os fatores estudados, observou-se que o tabagismo do médico está associado a menor frequência de tratamento do tabagismo dos pacientes e que ser de especialidade clínica é um fator associado a maior probabilidade de tratar o tabagismo dos pacientes.
CONCLUSÃO:
Além de identificar o tabagismo dos pacientes, é fundamental que os médicos ofereçam tratamento para essa condição. O conhecimento da atitude dos médicos a respeito da dependência de tabaco pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias que resultem em aumento da oferta de tratamento aos pacientes. O desenvolvimento de programas de tratamento para médicos tabagistas também pode ser uma medida com impacto positivo na oferta de tratamento aos pacientes.

Atitude dos médicos em relação ao tabagismo em um hospital particular da cidade de São Paulo

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